Empresas querem investir mais em Influenciadores comprova pesquisa

Uma pesquisa realizada pela YOUPIX, aceleradora do mercado de influência e social vídeo, mostra que as empresas desejam investir mais em Influenciadores Digitais.

A conclusão é baseada nos resultados da segunda edição da “ROI & Marketing de Influência 2019”, uma pesquisa de Marketing de Conteúdo e influenciadores.

De acordo com o levantamento, 68% das empresas consideram o Marketing de Influência estratégico para seu negócio e 69% entende que esta modalidade de marketing traz resultados diferentes de qualquer outro tipo de comunicação.

Em 2017, quando a primeira pesquisa foi realizada, 36% das empresas investiam até R$ 100 mil por ano. Já em 2019, 40% das empresas passaram a concentrar de R$ 100 mil a 700 mil em Marketing de Influência.

O estudo também revela otimismo das marcas em relação ao segmento, já que 56% delas afirmam que vão investir mais em 2019 do que no ano anterior, um sinal de que os influenciadores digitais estão em alta, não só no Brasil como também em outros países.

Além disso, outro dado interessante foi a mudança na maneira como esse budget é investido. Em 2017, a maior parte do investimento era direcionado a remunerar o trabalho das agências de publicidade ou de influência. Em 2019, o maior investimento acontece na produção e criação de conteúdo.

“A nova era do Marketing de Influência está pautada no fato de que influência é a consequência de um trabalho de criação de conteúdo autêntico, capaz de gerar mudanças de comportamento, ideias e ações”, explica Bia Granja, cofundadora do Youpix.

Ainda falta esclarecimento sobre o papel dos Influenciadores Digitais

Muito embora o marketing de influência seja a grande aposta das empresas em termos de estratégia de marketing digital para este ano, o que se percebe é que ainda há um nível de maturidade baixo em relação a forma como os influenciadores são usados.

O levantamento revela que 53% das ações ainda estão concentradas na primeira etapa do funil de comunicação, com as marcas usando influenciadores apenas em ações de awareness, reconhecimento do consumidor, ou promoção de mensagens.

Isso se reflete na forma como parte delas mede o resultado de suas ações: 50% considera apenas o alcance e engajamento dos posts feitos pelos influenciadores, e apenas 16% considera a venda de produtos ou serviços.

“Esses dados demonstram uma mentalidade que vem emprestada do mundo da mídia offline, onde audiência e impacto são considerados importantes, em detrimento de métricas que indicam que a mensagem da marca está de fato sendo aceita e se tornando relevante junto à comunidade daquele influenciador”, disse Bia.

A cofundadora ainda explica que para que as marcas tirem o melhor proveito do Marketing de Influência é importante realizar ações em outras etapas do funil de comunicação, deixando de medir apenas o impacto e entendendo, de fato, os resultados que os influenciadores estão trazendo para o negócio.

Os dados da pesquisa foram coletados de 18 a 22 de fevereiro com 94 grandes empresas brasileiras.

Mais de 60% das respostas vieram de executivos de altos cargos como diretores, gerentes e coordenadores de empresas de diferentes segmentos: bens de consumo, telecom e mídia, automotivo; serviços financeiros; varejo; tecnologia e serviços.

Para se manter informado sobre tudo o que acontece no universo do Marketing de Influência e outras dimensões do marketing digital, assine a Newsletter do Guia do Marketing.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here